House of Cards está de volta

2.3.15



Sabem quem já voltou? Sabem? Sabem? O Frank Underwood.

Não é segredo que esta é uma das minhas séries preferidas e que quase sofro quando não tenho episódios novos para ver. É o actor Kevin Spacey que dá vida ao político Frank Underwood, o mais corrupto e ambicioso “lá do bairro”.  Quando este assunto vem à baila, as opiniões dividem-se bastante e até já falei com quem não gosta de ver precisamente por causa do ar tranquilo do actor. Cá eu, acho-o esplêndido para esta personagem e continuo a afirmar que não podemos ver a força de vontade dele como um pecado gigante. Todos queremos sempre mais e todos queremos chegar ao topo de qualquer coisa; apenas tudo depende da forma como chegamos ao topo. Essa é que pode ser ou não ser digna.

Facto é que, no final da temporada anterior, Frank chega finalmente à cadeira principal da Sala Oval e torna-se Presidente dos EUA tendo, evidentemente, a esposa, Claire Underwood, a seu lado nesta nova conquista política e social.

“Este é apenas o início da minha vingança” foram as palavras de Kevin Spacey quando recebeu em mãos o Globo de Ouro que conquistou através do seu trabalho na série House of Cards. Este é, de facto, o auge da carreira do actor e um dos papéis mais bem conseguidos (por ele) até à data.


Os meios pouco éticos e a característica arte de persuasão são o que mais me fascina na série e nas personagens principais. Não há uma possível volta a dar a esta questão porque sabemos como funcionam estes jogos de poder e como são conseguidas muitas das conquistas pessoais de cada pessoa. Outro dos pontos positivos é o facto de Frank falar connosco, espectadores, enquanto vai engendrando novos planos e enquanto vai pensando menos bem das pessoas com quem lida diariamente. No fundo, estamos ali como que a assistir a tudo. Estamos dentro da história e aquele homem desconfiado e pouco sensível confia em nós. Conta-nos (quase) tudo. E isso prende-nos. Prende-nos tanto como prende a vizinha faladora que nos apanha na escada do prédio e vai falando e falando. Há poucas formas de lhe virarmos as costas ou de nos vermos livres dela nos 40 minutos seguintes. O mesmo acontece com House of Cards, trocando apenas o facto de que vemos com gosto e não a pensar no cão que deixámos sozinho em casa o dia inteiro.

“Hunt or be hunted” é uma das máximas mais citadas por Frank Underwood. Também não lhe podemos negar razão, porque a tem. Aliás, outro dos factores positivos que encontro nesta personagem é a visão filosófica qb da vida. Ele é dramático. É poderoso; mal fraqueja. As grandes máximas que Frank vai dando a conhecer ao longo desta escalada até ao topo fazem sentido e são concisas o suficiente para que nos apaixonemos facilmente pela obstinação e determinação que ele ostenta. Para além das citações, claro, temos todo o resto que mostra qualidade e consistência. 

Nós nunca sabemos o que vai acontecer a seguir e isso prende-nos à história. Será que nesta nova temporada Frank se mantém Presidente dos EUA? Será que vai declarar guerra a algum país? Será que o caso com o guarda-costas e Claire vai continuar aceso?

Recomendo-vos. Totalmente.

Daniela Carreira Peralta

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