Livro: 42 Degraus

28.7.15


AUTOR: Luís Miguel Cid
EDITORA: Chiado Editora
EDIÇÃO: 1ª edição (Agosto 2014)
PÁGINAS: 179
ONDE COMPRAR: Aqui.
A DAN AVALIA: 2 de 5.

Gosto de tentar perceber a vida e de desvendar o propósito das coisas, confesso-me. Quando li a sinopse deste livro, enchi-me de expectativas. Quando o comecei a ler, desiludi-me. 


«O que sonham? O que buscam? Liberdade? Felicidade? Amor? Verdade? Nós, seres humanos, temos o estranho hábito de viver acorrentados e distraídos - realizamos as nossas tarefas diárias, trabalhamos e queimamos o nosso tempo livre... sempre com um profundo sentido de vazio. Mas, por raras vezes, vêm-nos à cabeça as velhas questões, tão intemporais como irrespondíveis: Quem somos nós? Porque somos assim? Qual o nosso propósito de existir?», diz algures na sinopse.

Diz que é uma viagem filosófica e eu dei por mim a relembrar algumas das aulas de filosofia em que noutros tempos estive presente. A verdade incondicional, o senso comum, a realidade e a liberdade. A liberdade, essa que tanto idealizamos sem sabermos o que é – digo-vos eu. 

Há muitas teorias presentes no livro com as quais concordo. Porém, há outras que me deixam cheia de questões que podem gerar alguma controvérsia precisamente por possivelmente contrariarem o próprio autor. 

«Os seres humanos nunca serão felizes e nunca estarão satisfeitos», escreve Luís Cid a meio da obra. Antes disso, o leitor encontra um conselho perdido por entre teorias que nos alerta que o que interessa é «garantir que somos livres». – Já vos disse num dos parágrafos anteriores que tenho uma ideia de liberdade muito céptica e que acredito que não dá concretamente para sabemos ao que ela sabe. Porque nos perdemos entre a sociedade e entre as regras que alguém (ou até mesmo nós próprios) construiu e estabeleceu. Mas estou sempre aberta a novas ideologias e a novas formas de ver o mundo; é com elas que também crescemos. Embora que, enquanto lia 42 Degraus, fui tentando perceber: nunca seremos felizes e estaremos sempre satisfeitos, mas o que temos é de garantir que somos livres. Afinal, que liberdade é esta? Como ser um livre insatisfeito? E um livre infeliz? 

Partes que me deixaram qb desagradada enquanto lia: aprecio bastante quando o escritor tenta estabelecer contacto com o leitor; não gostei da forma repetida como este escritor específico se dirige a quem lê – “é um corajoso se ainda está a ler”, “se continua a ler”, “Se já leram até aqui e não se identificaram nesta história (…) Ponham o marcador de página, fechem o livro e vão trabalhar…”. 

Foi este o Impulso que senti. Perdoem-me os amantes da obra se vos desiludi enquanto comentadora. Apenas segui o Impulso como o autor aconselha (e bem!).

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1 comentários

  1. Há certos comentários do autor que quando não exagerados até nos aliciam a ler mais... mas realmente se exagera torna-se chato.
    Adorei a tua review, btw :) eu também faço reviews de vez em quando nas minhas Crónicas de uma Leitora Compulsiva ;)

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