Portugal - Áustria: Até houve golo, mas parece que o jogo ficou a zeros na mesma

20.6.16


Já não sei se vos fale primeiro do tipo de publicidades que me aparecem no ecrã quando visito sites desportivos ou se relembre o problema que o seleccionador nacional anda a arranjar com isto de não saber (alegadamente) escolher os jogadores para as competições. Se querem que vos faça um resumo destes dias, as pessoas começaram a querer explicar-me tudo sobre futebol. Entretanto começo a tapar os anéis com ligaduras como os jogadores fazem com os brincos e faço vida disto. Logo se vê. Deixo o suspense. 
Pontos básicos: cada equipa é composta por 11 jogadores. Cada metade do campo pertence a uma equipa, sendo que, na segunda parte do jogo, cada equipa troca para a outra metade. 90 minutos com faltas e cartões amarelos assinalados quando é caso para isso, jogadores portugueses a cantarolar o hino com uma voz convicta e equipa adversária a perder o jogo. Quer dizer… isto é o que era suposto! Mas nem tudo aconteceu. Não desanimemos: o mais difícil é mesmo acertar no poste, ou não? Isso conseguimos! 

No início da segunda parte, desculpem-me a franqueza, já comentava com o meu avô que o jogo ia acabar sem golos de qualquer equipa. Quando o capitão da nossa selecção marcou penálti, o meu avô desabafava que “ele devia era passar a outro, que está nervoso”. Se Cristiano estava nervoso ou não, posso apenas supor através das caras que ele ia fazendo. O moço realmente é expressivo, possa! Mas, sobre isso, já muitas paródias devem ter visto enquanto navegavam pelas redes sociais.

Há realmente outro facto que tenho de registar: não vi Fernando Santos “em trabalhos” no banco como vi o treinador alemão… E também não o vi a ser muito bem tratado pelo público que se tem manifestado – consequência das escolhas de jogadores que foi fazendo previamente e durante o jogo. Para mim, que vou percebendo pouco disto, só há a sublinhar que a equipa das quinas se voltou a destacar. “Realmente a bola está sempre do campo da equipa adversária”, constatava eu enquanto via o jogo. 

Fui constatando coisas e coisinhas. Mas foi quando a bola entrou na baliza do austríaco Robert Almer que eu me perdi. Já esboçava sorrisos, já pensava para mim que finalmente os adeptos iam parar de apontar Cristiano Ronaldo como um dos jogadores com menor aproveitamento (sendo que não creio ser verdade)… Ah… “fora de jogo”. Certo. 

Com esta brincadeira que tenho achado muito engraçada, alguns sites desportivos têm sido o local de muitas das minhas leituras diárias. D’entre ironias, acusações e sátiras, o que nunca falta são as publicidades que prometem erecções de duas horas. Digam-me: isto é sempre assim, ou é preciso crer nestas bases medicamentosas optimistas para pensar que é no jogo contra a Hungria que Portugal vence?

Também vais gostar:

0 comentários

Com tecnologia do Blogger.