Portugal estreou-se com um empate. Mas o que terá uma leiga a dizer sobre isto?

15.6.16


Ontem passei a tarde a ouvir rádio. Sentada em frente à minha secretária, ia ouvindo as apostas dos ouvintes que se mostravam muito entusiasmados com o jogo Portugal – Islândia. Afinal de contas, aquele era o primeiro jogo da selecção nacional. O primeiro desafio depois dos 7 golos que deram a vitória a Portugal no último jogo de preparação frente à Estónia. É óbvio que, como bons portugueses que somos, estávamos de optimismo aos saltos. “A bola é nossa”, “estamos juntos” e “até os comemos” foram algumas das coisas que fui ouvindo e lendo quando o assunto era o jogo de ontem à noite. Segundo o que se dizia pela rede, a equipa da Islândia nem era uma das mais perigosas.

20 horas. Finalmente tinha acabado os meus trabalhos do dia, feito o jantar e estava pronta para assistir ao jogo. Não sou adepta ferrenha de futebol, mas prometi-me que ia estar atenta às competições do EURO 2016. De prato sobre as pernas e em frente à televisão: assim comecei. Ao meu lado, ia tendo o telemóvel a dar sinal de vida. Ter um grupo no Whatsapp com família portuguesa emigrada, ontem, foi particularmente frenético. Uns apostavam resultados, outros diziam-se descrentes, outros tinham a teoria de que “o que interessa é que Portugal ganhe, não interessa por quanto”. “Só falta o Quaresma”, diziam-me. Afinal de contas, até o embaixador dos EUA se vestiu a rigor; não tinha como correr mal.

Verdade é que seguimos para intervalo a ganhar à Islândia. Foi Nani quem nos deixou estrear os festejos. Hannes Halldórsoson, o guarda-redes islandês que também é cineasta (juro), não conseguiu impedir este ponto. Mas... Já na segunda parte, ao minuto 50, o extremo Birkir Bjarnason chutou, Rui Patrício não chegou à bola e aconteceu o golo do empate. Até ao final, acredito que muitos esperaram pelo 2-1 que ficou por acontecer. Eu, ali, em frente à televisão, esperei. A minha família, lá na Alemanha, também. Mas não aconteceu.

Os marcadores do site da UEFA diziam-me, já no final do jogo, que foram 25 os remates portugueses feitos à baliza adversária. 66% de posse de bola e 87% de precisão nos passes realizados. Os cantos, esses, foram 11. Os comentários e notícias que me caiam no feed de notícias do Facebook falavam da pouca sorte da equipa que, embora tendo sido a melhor em campo, não saiu de Saint-Étienne com a vitória no bolso. “Não foi um resultado justo” foram palavras do treinador Fernando Santos. “Nem sempre podemos ganhar”, afirmou Cristiano Ronaldo. Quanto ao povo português, como já devem deduzir, acredita que com a Áustria é que vai ser. 

Vejamos. Até Sábado.

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