As pessoas e os transportes públicos

26.10.16


Este é aquele artigo que me anda no pensamento há imenso tempo mas que nunca se concretiza porque eu própria sou uma passageira de transportes públicos. Nunca se saberá quando ali a leitora da rua debaixo se cruza comigo a caminho do trabalho e me insulta por causa desta minha mania de generalizar as coisas.

Mas adiante… Eu insiro-me em quase nenhuma das características que descreverei de seguida. Portanto levem-me com alguma leveza e vamos acreditar que, se se inserissem neste grupo geral de pessoas, não estavam aqui agora a ler-me. Porque teriam um banho para tomar. Ou qualquer coisa desse género.

Não gosto de conduzir. Vivo em Lisboa, portanto sigo a minha vida ao sabor dos autocarros, dos metros e de outros serviços de transportes. Mas confessemos: são os transportes públicos que facilitam o dia-a-dia, tanto por causa do preço, como por causa dos horários sempre cumpridos à risca. Era uma piada ali na linha anterior, viram?

O cheiro a pessoas existe. E se não acreditam em mim, pensem bem naquele fim de tarde de Julho em que andaram de autocarro. Foram em pé? Ah: iam sentados mas resolveram oferecer o lugar à velhota com mais vitalidade do que vocês e atrapalhar ali o corredor de passagem para os restantes que tinham de entrar no veículo. Eu costumo ir sossegada e calada, ao contrário da multidão. Se não se lembram desse final de tarde, talvez eu tenha mesmo de relembrar aqui a manhã da semana passada em que fiquei 40 minutos fechada no transporte. Ali, perdida, quase a sentir o calor do corpo da pessoa que ia ao meu lado. Ou da que ia à minha frente. Ou do senhor que quase me passou a ferro segundos depois. Acreditem: o cheiro a pessoas existe. E o pânico dele também. Eu tenho.

Há sempre pouco espaço para as pessoas. Embora poucos o compreendam e, mesmo quando as 80 pessoas que vão em pé parecem apenas um mar de gente com falta de ar, há a alma que decide soltar um “dá-me licença?”. Gente: eu dou a licença toda… Não sei é mexer-me para o espaço que não existe para que se posicionem à frente da porta de saída – mesmo que faltem 5 paragens até que cheguem ao vosso destino.

Há mais factos. Mas eu vou andar de autocarro daqui a uns minutos.

E vocês, sofrem do mesmo?

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4 comentários

  1. Ah, o cheiro a pessoas existe mesmo! Juro que não tenho vontade nenhuma de voltar a andar em transportes públicos :|
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  2. Sofro do mesmo! Eu odeio andar de transportes públicos por isso! Graças a Deus agora, só ando de comboio e ele vai quase sempre vazio!

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  3. É terrível andar de transportes públicos quando está calor. Mas também tenho de ser justo: se por um lado já levei com muito cheirinho a cavalo no Metro, por outro já apanhei duas vezes pessoas a passar desodorizante nos sovacos! :P

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