O Salvador é do Mundo

16.5.17


Fez-se história e a data treze de Maio de 2017 ficará decerto marcada na cronologia cultural do nosso país. Nunca me sentei em frente a um ecrã para assistir ao Festival da Eurovisão. Em vinte e três anos, mais vezes foram aquelas em que fiz pouco dos meus primos que vivem fora do país por seguirem as participações falhadas de Portugal na Eurovisão do que propriamente aquelas em que de facto me interessei pelo conteúdo musical que apresentavamos ao mundo. Não condenemos: houve representantes efectivamente maus e/ou irrelevantes até à data.

Este ano foi diferente. Foi diferente para mim e, certamente, para muitos outros que ligavam pretty much nothing a este tipo de concurso. 

O que contrariou a regra foi o jeito peculiar do Salvador. Aquele brillho subtilmente mágico que nos transporta para um mundo maravilhoso enquanto o ouvimos. Aquela alma que nos hipnotiza de uma forma tão intensa que deixa de interessar se o idioma é ou não familiar. Simples. Inteiro. Genuíno.

A arte nem sempre precisa de tradução imediata. E é tão bom sentir que o mundo conseguiu chegar ao lugar comum que é a arte do Salvador e da Luísa sem tradução.

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